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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

   Ando a ler o mesmo livro há um mês. Uma cena sul-americana; quando dei o meu primeiro beijo - fui a leitora precoce que chegou atrasada a tudo o resto, claro - jurei só voltar a pegar numa coisa dessas quando me chegassem os afrontamentos. Tenho tudo à flor da pele, como dizem os imbecis; sou o tipo de pessoa que emite ruídos de alta frequência quando lê Stephen King. Ou seja, o livro que não abro há duas semanas não é mau, o problema é meu: erotismo pisca-pisca, bastas referências a artistas expressionistas e às musas desnudas, muito suor e pouco sal, muito mel e paixões amalucadas. É tudo o que quero desprezar neste momento, porque descobri uma Tina Belcher no meu baixo ventre e ninguém me ajuda a tirá-la de lá. Esta semana fui fazer trail pela primeira vez. De noite; só descobri por onde tinha andado quando liguei o Garmin ao computador. Sei apenas que torci os pés mais vezes do que devia: em vez de iluminar os buracos do caminho, o meu frontal apontava para o rabiosque do tipo mais tesudo do grupo. Eu bem pedia: Tina, Tina, por favor, a tua paixoneta semanal gosta do B Fachada, não é desilusão que chegue?, e logo acertava com o pezinho numa poça. O homem nem fazia o meu género, mas não é assim que estas coisas funcionam. Não que eu saiba como é que alguma coisa funciona, já agora.