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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

Animal Farm (SWRB #15)

   Ora sou extremamente disciplinada, ora não tenho método nenhum. Se tenho andado a ler? Escrevia-vos uma asneira para mostrar que sim, e muito. Mas, e escrever sobre o que tenho lido? Tempo houve em que isso era a coisa-mais-importante-de-sempre (há poucos meses; atentem na veleidade da vontade, coisa que até rima). Depois, sei lá o que aconteceu; nem sequer me lembro do que comi hoje ao pequeno-almoço. Mas eu sinto que vos devo as minhas opiniões [às duas drosófilas que me leem - olá!], porque as minhas opiniões tendem a ser tão fantásticas quanto a mente mestra de onde nascem. (Outra questão se impõem: o que é que eu bebi ao pequeno-almoço?)

   O primeiro livro lido este ano foi o portátil Animal Farm; em casa estava um portentoso volume de 800 páginas, mas na mala passeava-se a famosa novela de George Orwell, que eu não podia esperar mais para ler por razões várias, entre as quais (e a mais importante) a pressão dos pares: nunca leste o Animal Farm?, tens que ler o Animal Farm!. E o que posso dizer? Às vezes, os pares têm razão. Gostei muito; as ocasiões em que gostei menos deveram-se apenas a pessoas gordas que me espremiam no autocarro e me obrigavam a ler com os braços em posição-galinha. É o género de livro que se deve dar às crianças assim que elas aprendem a ler para expurgar a costela comunista com que todo o ser humano nasce por defeito, ou que lhes podemos ler assim que elas aprendem que as ovelhas fazem mééééé, os patos fazem quác-quác e os porcos fazem oinc-oinc-estaline-oinc. Também recomendo a adultos que têm saudades de ler fábulas e que não se importam de serem arrastados para a reflexão política enquanto o fazem. (A sério, é uma excelente novela.)