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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

Catch-22 (SWRB #13)

   Express Reviews #2

 

   O melhor acerca da obra mais popular de Joseph Heller, um must nas listas de clássicos hilariantes - ao lado de A Confederacy of Dunces ou Lucky Jim, ambos leituras de 2014 -  é o pacote de personagens totalmente absurdas das quais trata; são muitas, uma unidade inteira de soldados, capitães, majores e coronéis. [Sem querer, recebi uma lição acerca de hierarquia militar]. É através destes indivíduos, e das putas italianas pós-desembarque, que Heller nos mostra a imbecilidade da guerra: Yossarian, o herói desencantado que só quer ir para casa e os soldados da sua unidade que vão morrendo ou desaparecendo sob situações rocambolescas ao longo da história; os superiores de Yossarian, que estão constantemente a aumentar o número de missões dos pilotos; um personagem que me pôs às gargalhadas, chamado Major Major Major (um major [categoria] cuja graça era Major [nome próprio] Major [apelido]); o melhor personagem de sempre, Orr, as suas maçãs bravas e a fabulosa fuga para a Suécia. Depois, a lógica é simples: personagens idiotas envolvem-se em situações igualmente idiotas com as consequências-tipo de uma escaramuça internacional, onde o diálogo é feito através de bombardeamentos. Eu acho que percebi tudo: no fim de contas, ninguém sabe o que está a fazer; mas deve fazê-lo por causa do Artigo 22. E nem interessa perceber realmente do que trata o Artigo 22. É a soma de todas as parcelas de estupidez. «That’s some catch, that Catch-22».