Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

Correr e (não) emagrecer: pergunte-me como

   Bom dia, caras pessoas. Hoje ofereço-vos os meus dois tostões sobre correr para emagrecer. Multiplicam-se por aí os relatos de metamorfoses milagrosas; endeusa-se a corrida, instrumento último para a perda das boias laterais e do duplo queixo. Ora, baseando-me em experiências realizadas no único objeto de estudo que realmente importa — eu—, venho dizer-vos que isso de correr para emagrecer é um dos grandes embustes da era moderna, a par do mito das papas de aveia comestíveis. Eu, forte candidata a bitola da espécie humana, encontro-me em vias de completar um plano de treinos para uma prova muito popular com o mesmo peso com que o comecei; e esse valor, já agora, difere do meu peso de não-atleta em apenas três quilos. É que correr dá fome. Vejo este facto ser muitas vezes omitido, trata-se dele como de uma verdade suja, um segredo de família. Correr dá muita fome! Dá fome de pão: com queijo, com fiambre, com mamelada; com queijo, fiambre e marmelada (não julguem); ou mesmo sem nada. Não quero saber de bolos, não gosto de coisas fritas; até posso dispor dos bifes. Mas o pão, o pão!, penso nele a toda a hora. Levem-me a jantar a uma padaria e eu caso convosco. Eu não era assim, antigamente, quando me limitava a ir ao ginásio. Nesse tempo, também fazia parte do grupo de meninas que contava calorias. Estava habituada a ter fome, podia dar-me ao luxo de sentir a cabeça flutuar só para caber numas calças. Agora não. Agora preciso de correr.

1 comentário

Comentar post