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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

Está tudo bem

   Tenho repetido esta frase muitas vezes nas últimas semanas. Não se trata de um exercício de assimilação ou de um teste à força da vontade. Não há segredo nenhum aqui. Está tudo bem. A sério. Pela primeira vez, só vejo sombras onde há sol. [E corri daqui para fora, só para ter a certeza; ficou tudo bem na mesma]. Acho que é uma coisa boa, e será melhor ainda quando acabar de a estranhar: é por isso que repito, está tudo bem, tenho que me habituar à normalidade. Por ora, as gavetas fecham com um baque tranquilo e assim permanecem; vou mergulhando no aborrecimento, esperando que se abram de novo as portas do inferno, mas sabendo que nada vai acontecer. Nem tudo é bom, nem tudo é mau; grande parte das coisas apenas é, e esse inferno de as dividir em celebrações histriónicas e momentos de nojo já não existe - bem, pelo menos não enquanto necessidade primeira da experiência humana segundo S. White. É só um teto branco, são só lençóis enrolados nas minhas pernas e isto aqui ao meu lado?, às vezes é mesmo uma pessoa; e quando não é, eu chego bem para ocupar a cama toda.