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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

Mãe, o que é que eu estou a fazer na página do Sapo?

   Saiam daqui! Xô! Vocês são muitos e não limpam os pés à entrada - eu também só o faço se vir o branco do olho à minha mãe, por isso podemos ser amigos na mesma. Liguei o computador e os números espirraram-me para mãos. O que é que se passa?; a confusão descabelou-me em dois golpes. Isto de ter quem me dê atenção é sonho velho, mas é o tipo de sonho que vive condenado a ideia; nas raras ocasiões em que essa ideia se fez senhorinha, nunca soube lidar com ela. Uma vez, tinha eu uns seis ou sete anos, desenhei o recreio da escola a lápis de cor e ganhei vinte contos. Fiquei muito contente, até me obrigarem a subir para cima de uma mesa, para que todos vissem quem fora mais fiel à quadra de basquetebol. Elevaram-me a uma altura de milhares de metros; pontinhos negros por todo o lado, um mar deles; e eu curvada, como um velho girassol. Não olhem para mim, vou chorar, vou chorar, vou chorar. E vários anos volvidos, ainda não sei qual é o meu melhor ângulo. Se calhar são todos e eu sou perfeita. Sim, deve ser isso.

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