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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

Taper madness

   Sexta-feira à tarde no ginásio. Um salto inofensivo, com a costumeira aterragem na zona dianteira do meu pé de princesa, provocou uma estranha sensação de repuxamento na planta da delicada patinha, sendo a impressão especialmente incómoda perto do calcanhar; naquela zona lisa após o arco, exibida pelas velhotas cheia de peles que lhes parecem contar a idade, como os nós nos troncos das árvores. Cento e cinquenta e seis segundos após inusitada impressão, dei por mim a coxear pelos balneários. Depois, em casa, assentei o pé num saco de gelo durante todo o episódio da telenovela; quando acordei, continuava coxa; e além de coxa, fungava e engolia alfinetes. Porque o meu sistema imunitário foi rápido a perceber que eu não iria correr muito na semana seguinte, sacou da algibeira o típico vírus de comboio suburbano e encheu-me de ranho; sábado à tarde na cama: mãe, traz mais cházinho de limão, sim? Podia ser pior. Na minha primeira meia maratona, constipei-me na véspera. Desta vez, vou ter uma semana para recuperar. E o pé? Pelos vistos, não gostou do excesso de zelo que me fez pôr de parte os saltos nos últimos tempos. Já está quase bom. E eu? Ó, não se preocupem com isso.