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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

The pan, the pan, the pan is on fire

   Com muita pena minha, tenho deixado passar alguns episódios quotidianos engraçados, como por exemplo aquele em que quase peguei fogo à cozinha. Foram três segundos de chamas sobre uma frigideira com óleo de canola. Eu explico: um dos meus programas preferidos para os fins-de-semana mais parados é fazer experiências culinárias. No sábado passado, lembrei-me de fazer gyozas. São muito fáceis de fazer, mesmo se decidirem ser vocês a preparar a massa (foi o que eu fiz, vejam quão simples isto deve ser!). O perigo vem no fim. Seguindo o preceito japonês, escolhi cozê-las em água e fritar levemente a base na frigideira. Estava longe de imaginar que a primeira gyoza a ser transferida da panela para o óleo transformasse a frigideira numa torre de chamas; e estava ainda mais longe de imaginar manter-me tão calma, ao contrário das outras duas pessoas que observavam o processo a partir da mesa da cozinha — baseada numa amostra de dois indivíduos digo que os homens não são particularmente úteis numa cozinha em chamas. Por momentos, o fogo lambeu o extrator, encheu a cozinha de tons alaranjados e brados assustados.  Felizmente, o terror foi breve. As chamas extinguiram-se sem que fosse necessário mais além de rir perante o pânico alheio (eu tenho claramente um problema em reagir de acordo com a norma). As gyozas ficaram (muito) boas. Mas, por precaução, da próxima fez cozo-as ao vapor e chamo-lhes jiaozi.