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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

   Estava a escrever com uma dessas ferramentas primitivas de escrita, uma Bic azul, e senti uma impressão no polegar direito. Não foi comichão, não foi dor, mas foi alguma coisa; à primeira vista, não era coisa nenhuma; aproximei mais o nariz, porque sou desconfiada, e reparei então em três pontinhos escuros, dispostos com excêntrica habilidade na ponta do dedo. Vão-me nascer silvas no polegar, pensei. Abri a mão e estudei-lhe as linhas; depois, comecei a contá-los: são dez espinhos micrométricos, confortavelmente alojados na chicha - tão confortáveis, os sacanas, que me parece impossível tirá-los de lá. Ou de cá; de mim! Eu fui gentil com as pernadas, não percebo porque é que elas tiveram de me cravar os dentes desta forma. E também não percebo como é que andei dois dias sem dar conta que estou prestes a transformar-me na Mulher-Arbusto. Espero que o meu superpoder seja cagar amoras.