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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

Ah, o braço:

   O Google dizia que era cancro e eu recomendei-lhe que parasse de ver telenovelas. A dor veio sozinha e limitada ao ombro esquerdo; apenas me impedia de levantar o braço além do nariz. Naveguei nos bits da tragédia durante horas e conclui, com base nos fóruns de pessoas que correm com dores nos braços (são muitas!), que a amputação estava certa; ou isso, ou teria em breve um ombro congelado e a promessa de passar uns longos meses a vestir-me como um pequeno(?) T-Rex. Mas embora o diagnóstico me preocupasse, eram as causas que me confundiam a sério. Nado mal e raramente, não jogo ténis há anos, porque me dói o braço? - e a isto seguiam-se rezas ao deus que estivesse escalado num horário compatível com os meus lamentos. Seria a minha postura de corrida? Não era: fiz mais de 30 km no fim-de-semana em que o membro empenou; agora que penso nisso, devo ter metido mais de 70 km nas pernas antes de decidir visitar o fisioterapeuta do clube da terra [as minhas pernas estão ótimas, obrigada; já disse que são feitas de diamante]. É que, uma semana depois, continuava sem conseguir chegar à prateleira das bolachas. Eu queria bolachas. E queria enfronhar o edredão da cama sem ficar à beira das lágrimas. Por isso, fui ter com o velhote. Assim que me pousou a mão no ombro, disse: isso é uma inflamação no deltóide. Como assim, não vou morrer? Há um ano atrás, esta teria essa a preocupação. É fácil adivinhar que pergunta foi feita enquanto me espalmavam o emplastro no braço. Porque esta sou eu, agora, não me posso esquecer disso: tipos simpáticos e corrida (e uma semana de Transact).