Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

As férias

   Aos que, partindo do silêncio, deduziram as minhas merecidas (?) férias: obrigada pela vossa boa fé. Desta vez, foi verdade. Não mergulhei na escuridão desalentada dos meus lençóis, como os restantes pensaram. Em vez disso, ocupei-me a provar o maior número possível de sobremesas com alfarroba; apanhei sol nas alvas bimbas, só não eliminei o ridículo bronzeado de atleta porque uma semana de carnes ao léu não chega para apagar as marcas de meses; e treinei (muito), obviamente: falta um mês para correr de Cascais até ao Parque das Nações, e daí até ao aeroporto. Tentei não pensar muito nisso; tentei não pensar de todo. O acesso ao mundo era feito entre curvas ou com a ajuda dos quatro canais que vêm com a televisão da avó, o pack-sobrevivência para que o sofrimento e a parvoíce não parem de nos entrar olhos adentro. Fui algumas vezes ao café tratar de pequenas chatices, mas andei fugida da rede na maior parte do tempo; e das pessoas. Calhou passar uma vez pela Praia da Rocha, comecei logo aos espirros. Só gosto de praias que tenham árvores e, se possível, um saxofonista a decorar o pôr-do-sol numa casa cor-de-rosa.