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Curral Quântico

We are no longer the same, you wiser but not sadder, and I sadder but not wiser (...)

Canned Escape

   Recomecei as brincadeiras com tintas que tinha deixado na adolescência quando cheguei aqui. Queria um quarto que fosse meu, uma casa que fosse minha. Comecei por pendurar uma fila de luzes na parede da cama; transformei-as numa instalação/candeeiro de parede: pintei uma tela de preto e desenhei uma constelação com as luzes. Depois, comprei uma tela um bocadinho maior e pintei-a para dar cor à cozinha. A obra rapidamente se tornou a atração principal da casa, e muito se especulou sobre a autora na sua ausência: quando os pais do Ilya o vieram visitar, a mãe deixou uma panela de Borsch no fogão, e o pai, analisando o meu modesto quadro, perguntou se eu fumava muita marijuana. Não fumo nem muita, nem pouca; é nada, eu sou mesmo assim. Por isso, este domingo, com -9ºC lá fora e uma constipação cá dentro, pintei umas sardinhas e pendurei-as por cima da secretária. Não sou nenhum génio criativo: copiei a ideia de uns cartazes das Festas de Lisboa. Mas ficou catita.

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Canned Escape (2016)

Tinta acrílica em tela baratusca

Não sei as dimensões de cor